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• Nunca deixe seu lixo pelo caminho. É muito feio e agride o Meio Ambiente.


• Se você encontrar algum lixo durante o percurso, traga-o de volta. Com essa atitude você está ajudando a preservar esse paraíso.


• Não maltrate os animais e nem as plantas.


• Nunca faça uma caminhada sozinho, você pode se machucar e não ter como pedir ajuda.


• Leve câmera fotográfica. Apenas registre os momentos e não leve nada para casa, além de fotos, é claro!


• Se você tem alergia a picadas de inseto, leve um bom repelente, ele poderá ser útil nestas ocasiões.


• Se você for um fumante e mesmo durante as caminhadas não consegue ficar longe do cigarro, lá vai uma dica: leve consigo um potinho de filme e jogue a guimba do cigarro dentro dele. Assim você estará contribuindo para a preservação do meio ambiente.


• Não ligue o som do carro em volume alto, faça a sua parte e escute o som da natureza.


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" Recomeçar "
Por Humberto Bandeira   
Reflexão
   
“ Recomeçar ”
“ Tão bom viver dia a dia. A vida assim jamais cansa. E só ganhar, toda a vida, inexperiência, esperança. Nada jamais continua, tudo vai recomeçar! ”
(Mário Quintana)
“ O insucesso é apenas uma oportunidade para recomeçar de novo com mais inteligência. ”
(Henry Ford)

Não importa onde você parou... em que momento da vida você se cansou... o que importa é que sempre é possível e necessário recomeçar.

Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo...

É renovar as esperanças na vida e, o mais importante: acreditar em você novamente.

Sofreu muito nesse período? Foi aprendizado...

Chorou muito? Foi limpeza da alma...

Ficou com raiva das pessoas? Foi para perdoá-las um dia...

Sentiu-se só por diversas vezes? É porque fechou a porta até para os anjos...

Está se sentindo sozinho? Talvez você tenha afastado as pessoas no seu "período de isolamento"...

Acreditou que tudo estava perdido? Era o início da sua melhora...

Pois bem, agora é hora de reiniciar, de pensar na luz... de encontrar prazer nas coisas simples de novo.

Tem tanta gente esperando apenas um sorriso seu para se aproximar.

Que tal dar um jeito no visual, fazer um novo curso ou realizar aquele velho desejo de aprender a pintar, desenhar, dominar o computador, ou qualquer outra coisa?

Observe quantos desafios a vida está a lhe oferecer!

Quanta coisa nova está esperando para ser descoberta!

Quando nos trancamos na tristeza, nem nós mesmos nos suportamos, ficamos horríveis.

O mau humor vai minando nosso fígado, até a boca ficar amarga.

Se você está se sentindo assim, com a sensação de derrota, é hora de recomeçar...

E hoje é um bom dia para enfrentar novos desafios.

Defina aonde você quer chegar e dê o primeiro passo.

Comece por fazer uma faxina mental, jogando fora todos esses pensamentos e sentimentos pessimistas que se acumularam ao longo do tempo.

Atire para longe os ressentimentos, as mágoas, os melindres que impedem a felicidade de entrar.

Desfaça-se desse sentimento de inferioridade, de incapacidade, e valorize-se. Você é o que fizer de você.

Em seguida, faça uma faxina no seu quarto. Jogue fora todo aquele lixo que você acumula há tempos, só como recordação do passado.

Papéis velhos dos quais você nunca precisou. Disco e fitas que você não irá mais ouvir, ingressos de cinema, bilhetes de viagens, e tudo aquilo que só traz recordações tristes.

Abra seu guarda-roupa e retire tudo o que não usa mais. Doe para alguém que precisa. Doe os calçados que apertam seus pés ou que não servem porque seu número não é mais o mesmo.

Para recomeçar é preciso abrir espaços mentais e físicos...

Depois que tomar essas providências, leia um bom livro, assista um bom filme, para alimentar sua mente com idéias positivas e otimistas.

Aproxime-se dos amigos, dos familiares, das pessoas alegres que ajudarão você a sustentar o bom ânimo e a coragem.

Evite, enquanto se restabelece, a presença de pessoas pessimistas e desanimadas. Só as busque quando estiver forte o bastante puder ajudá-las.

Busque um lugar calmo e eleve a Deus uma prece.

Mas comece agradecendo pela vida, pelas oportunidades renovadas, pelos obstáculos e desafios que surgem no caminho. Eles nos fazem mais forte quando os superamos.

Lembre-se:

O dia de hoje é uma página em branco que o Criador lhe oferece para que você escreva um novo capítulo da sua história.

Recomeçar é só uma questão de querer. Se você quer, Deus quer. É por isso que Ele acena sempre com essa nova chance chamada presente.

Pense nisso!

“ E não perca nem mais um minuto! ”

“ Não importa onde você parou, em que momento da vida você cansou, o que importa é que sempre é possível e necessário "Recomeçar". Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo. É renovar as esperanças na vida e o mais importante: acreditar em você de novo. ”

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Leia Hoje: 06/10/2008
Por Humberto Bandeira   
Notícias Apodi - RN
Gorete Pinto de peito lavado.

¤ Resultado Final 
Gorete Prefeita
Gorete Pinto - Prefeita.
Gorete Pinto - Prefeita.

Finalmente hoje foi o Dia 'D' das eleições de Apodi. Os eleitores foram às urnas para sufragar o voto, exercendo assim seu direito democrático.

Foi um dia sem movimentação politica, parecia aquele dia do Plebiscito do desarmamento, tudo calmo, ninguém gritava, ninguem ficava parado, ninguém conversava com ninguém, era tanta policia que parecia que estávamos numa ditadura militar, sem poder nem cumprimentar seus amigos.

A vice-prefeita Gorete Pinto foi eleita ao cargo majoritario com apresentação de projetos e pregando a mudança, assim como todos os BACURAIS que se apresentaram como verdadeira alternativa para mudança do poder.

As ruas estão tomadas de verde agora a noite, ouvindo o discurso de "muito obrigada meus irmãos de Apodi", dita por Gorete, em agradecimento a grande vitoria.

PS: TEM PESQUISA HOJE?







Resultado oficial de Apodi para prefeito.
PREFEITO(A)
CANDIDATO(a) VOTOS PORCENTAGEM
Gorete Pinto 11.314 51,23%
Flaviano 10.771 48,77%
Maroria de 543 votos para Gorete.
VOTOSTOTALPORCENTAGEM
Apurados 26.266 (100,00%)
Abstenção 2.496 (9,50%)
Comparecimento 23.770 (90,50%)
Em Branco 367 (1,54%)
Nulos 1.318 (5,54%)
Válidos 22.085 (92,91%)
Resultado dos vereadores de Apodi
 CANDIDATOCOLIGAÇÃOVOTOSVÁLIDOS
HELIO DA AMBULANCIA(PR - PR/PTB/PDT/PV)1.3656,06%
JOÃO EVANGELISTA(PR - PR/PTB/PDT/PV)1.2195,41%
ARNALDO COSTA(PP - PP/PMDB/DEM/PRB/PPS)1.1595,14%
NILSON DE JOÃO LUCAS(PMDB - PP/PMDB/DEM/PRB/PPS)1.0504,66%
PAULO TELEÇO(PPS - PP/PMDB/DEM/PRB/PPS)9474,20%
GENIVAN VARELA(PC do B - PC do B)9354,15%
JUNIOR CARLOS(PSB - PHS/PT/PSB)9304,13%
ANGELO DE DAGMAR(PV - PR/PTB/PDT/PV)8473,76%
CHICO DE MARINETE(PC do B - PC do B)8303,68%
%







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Notícias
Revolução injetável
Jim Giles
Revista Galileu

“ Vício em drogas como a cocaína e a nicotina, obesidade e pressão alta. Eis alguns dos maiores assassinos do século 21. Saiba como pesquisadores de todo o mundo lutam para descobrir as vacinas que poderão acabar com eles ”

Quatro anos atrás, um grupo de usuários de drogas apareceu na Escola de Medicina de Yale. A maioria deles era dependente do crack, droga derivada do refinamento da cocaína e altamente viciante. E todos queriam se livrar dela.

"Eles vieram até nós porque suas vidas estavam destruídas", afirma Thomas Kosten, especialista em drogas que trabalhou com esses usuários e que atualmente está na Faculdade Baylor da Universidade de Medicina de Houston (EUA).

As chances não estavam a favor daqueles dependentes. Mais de dois milhões de americanos consomem alguma forma de cocaína regularmente, e a maioria acha extremamente difícil largar o hábito. Mesmo se um viciado ficar longe das drogas por alguns meses, só uma pequena dose, em um momento de fraqueza, desperta o desejo novamente.

Os usuários de cocaína que se inscreveram para a pesquisa de Kosten também tiveram seus momentos de fraqueza. Para uns poucos deles, entretanto, algo de extraordinário aconteceu quando cheiraram ou injetaram a droga: ela não teve efeito algum.

Kosten havia vacinado os voluntários contra cocaína. Anticorpos estavam circulando por suas correntes sanguíneas, prontos para neutralizar as moléculas da droga. O grupo estava protegido contra a cocaína da mesma forma que as imunizações tomadas na infância protegem boa parte do mundo contra a pólio e o sarampo. E, com a ajuda da vacina, vários dependentes estavam livres da droga antes do experimento terminar.

As vacinas são um dos medicamentos mais bem-sucedidos. Sem elas você talvez não estivesse aqui para ler este texto, já que seus ancestrais poderiam ter sido mortos por doenças como a varíola. Agora a esperança é que essa tecnologia possa também tratar enfermidades modernas. E não apenas drogas que viciam. Obesidade e pressão alta são outras condições nas quais as inoculações podem ser usadas como tratamento. Se defensores dessa idéia estiverem certos, o trabalho de Kosten é apenas um exemplo do que será a segunda revolução das vacinas. Mas ela pode não chegar na velocidade necessária.

No caso da dependência, tratamentos como terapia comportamental são caros e às vezes não fazem muita diferença. O cigarro é um dos grandes assassinos do mundo. Enquanto isso, a obesidade atingiu proporções de epidemia nos Estados Unidos e está aumentando mundialmente. As vacinas oferecem uma abordagem completamente diferente para esses problemas: elas levam o corpo a produzir anticorpos que se unam a substâncias específicas, neutralizando-as.

Quase todas as drogas, entretanto, consistem de moléculas muito pequenas para iniciarem uma reação imune. Portanto, um pouco de trapaça é necessária. Para aumentar o tamanho delas Kosten juntou dez partículas de cocaína à superfície de uma proteína da cólera. A vacinação com essa "megacocaína" estimula a produção de anticorpos, que se juntam tanto às moléculas da droga quanto às grandes partículas sintéticas.

Sem barato

Quando "colam" em um anticorpo, as moléculas de cocaína não conseguem passar pela barreira hematoencefálica, uma estrutura de membranas que controla a passagem de substâncias do sangue para o cérebro. Resultado? A droga não dá barato, não dá prazer. Para os que tentam se livrar do vício, em vez de um momento de fraqueza, que pode levar ao uso regular da droga, o lapso irá apenas levar a uma perda de dinheiro desanimadora.

Mas a idéia funciona? Pesquisas em macacos nos anos 1970, quando a idéia de imunizar contra drogas que viciam começou a ser explorada, mostraram que sim. Na época, os experimentos consistiam em administrar diariamente várias vacinas para a criação de níveis de anticorpos suficientes para parar com a auto-administração de heroína pelos animais. A abordagem foi abandonada e retomada quando a tecnologia evoluiu. Após resultados promissores em estudos feitos em animais, as primeiras vacinas estão agora sendo testadas em gente.

A experiência de Kosten contra a cocaína envolveu mais de 100 dependentes e levou 24 semanas. Por volta de um terço dos 55 voluntários que tomaram a vacina em vez de placebo reduziram seu consumo de coca. E, dos 21 que produziram níveis de anticorpos acima da média, 10 pararam de usar a droga. Estes dizem não sentir nenhum efeito com sua dose usual da substância. Kosten está experimentando diferentes formas da vacina para descobrir uma que ofereça essa alta resposta imunológica.

Apesar dos resultados, uma vacina de dose única não é a solução de longo prazo. O sistema imunológico evoluiu para combater patógenos, que entram no corpo em pequenas quantidades. Baixos níveis de anticorpos são o suficiente para reagir. A cocaína, entretanto, entra no corpo em um grande golpe. Por isso, doses adicionais da imunização são necessárias. No estudo de Kosten, os pesquisados receberam cinco injeções em um período de 12 semanas. "Se você não tiver motivação, as chances de permanecer no estudo pelos três meses são pequenas", diz.

AQUI, AGORA
Efeitos imediatos e nocivos das drogas também podem ser alvo de vacinas

Algumas substâncias preocupam não apenas pela dependência que causam, como também por seus efeitos imediatos. Como a fenilciclidina, conhecida como "pó de anjo" (ou peniciclidina), um anestésico sintético de uso veterinário. A substância, usada na Europa e nos EUA como droga recreativa, faz as pessoas se dissociarem de seu corpo e podem torná-las violentas. O efeito anestésico também pode provocar a sensação de poder e invulnerabilidade. Isso torna difícil, e freqüentemente perigoso, o tratamento de quem está sob o efeito da droga.

E se uma única injeção pudesse restaurar o estado normal de consciência? Esse é o objetivo de Michael Owens, da Universidade do Arkansas. Ele está desenvolvendo um anticorpo que se junta à fenilciclidina, bloqueando seus efeitos.

Em ratos, o sistema imunológico reagiu aos efeitos da substância de tal forma que animais sobreviveram a doses normalmente letais do pó de anjo. "Nunca vimos um anticorpo trabalhar tão bem", diz Owens. Uma medida de anticorpos equivalente a um centésimo do número de moléculas de fenilciclidina presente no corpo do animal, o suficiente para proporcionar efeitos drásticos. Uma dose tão baixa devia eliminar apenas uma pequena proporção da droga, portanto ainda não está claro por que o comportamento dos animais muda.

Qualquer que seja a resposta, a descoberta é uma boa notícia. Um dos receios em relação às vacinas é que os dependentes aumentem a quantidade de droga ingerida até os anticorpos ficarem sobrecarregados. A possibilidade se mantém, mas o trabalho de Owens sugere que, mesmo em menor proporção, os anticorpos continuam a proteger o cérebro.


Recaída geral

Para os motivados, entretanto, a vacina parece fazer diferença. Depois que a pesquisa acabou, aqueles que permaneceram sem a droga pediram para continuar a receber a imunização. Mas Kosten não tinha aprovação, então não pôde fazer nada quando os níveis de anticorpos dos ex-dependentes diminuíram. "Depois de um ano, não sei de ninguém que não tenha voltado a usar a droga", diz Kosten.

O desenvolvimento da inoculação contra a cocaína está agora nas mãos da Celtic Pharma, baseada em Hamilton, Bermuda. Se experiências futuras forem bem-sucedidas, a empresa planeja inscrever o medicamento para aprovação em 2010. Poderia ser o primeiro de vários - uma vacina similar contra metanfetamina, desenvolvida pela equipe de Kosten, já está demonstrando resultados promissores em animais. Outros peri gos relacionados ao uso de drogas, o comportamento agressivo e o risco de overdose, parecem poder ser enfrentados usando uma abordagem parecida (veja o quadro "Aqui, agora").

Mas, mesmo se essas vacinas antivício funcionarem, quem irá pagar por elas? Se muitos governos já são relutantes em financiar tratamentos como o aconselhamento comportamental, então por que financiariam as inoculações? A resposta é: porque os contribuintes já estão pagando pelos prejuízos do vício na sociedade. Essa é a opinião de Michael Owens, da Universidade de Arkansas para Ciências Médicas (EUA), cuja equipe também está desenvolvendo uma vacina contra metanfetamina. O custo total do uso de drogas, só nos Estados Unidos, é de cerca de $200 bilhões por ano, incluindo despesas com crimes e problemas de saúde. Para Owens, recusar-se a pagar por vacinas ou qualquer outro tratamento de eficácia comprovada é uma falsa economia.

Talvez governos e planos de saúde estejam mais inclinados a bancar uma vacina que já está em franco desenvolvimento. Ela ataca a droga que mais causa danos à saúde: a nicotina. Mais de um bilhão de pessoas pelo mundo todo são dependentes da substância, hábito que tira mais de cinco milhões de vidas anualmente. Quase uma a cada seis segundos. A maioria dos fumantes dos países ricos quer largar o cigarro, mas a vontade não torna a tarefa mais fácil. Nos EUA, 40% dos dependentes tentam, mas, em seis meses, 95% deles voltam a fumar. Como qualquer adepto lhe dirá, parar é fácil. Seguir longe da nicotina é que é difícil.

Resultados iniciais sugerem que a inoculação poderia ajudar. No final do ano passado a Nabi Biopharmaceuticals, em Maryland (EUA), anunciou que, em uma experiência envolvendo 300 fumantes, 15% dos vacinados largaram o cigarro depois de um ano, comparados com 6% que receberam placebos. Outro medicamento, criado pela Cytos Biotechnology, de Zurique (Suíça), também produziu resultados promissores. O projeto está agora sendo tocado pela Novartis, gigante do ramo farmacêutico. A vacina contra nicotina funciona como a da cocaína, tirando o "barato" da substância.

Você pode achar que esse tiro pode sair pela culatra. Afinal, os fumantes poderiam tragar mais e mais até que seus níveis de nicotina ficassem altos o suficiente para se sobreporem à resposta imunológica. Porém, surpreendentemente os pesquisadores da Nabi descobriram que aqueles fumantes que produziram altos níveis de anticorpos estavam fumando menos cigarros, ainda que não tivessem conseguido abandonar o hábito.

Dependentes não são os únicos que sofrem quando a força de vontade perde o gás. A pressão alta, por exemplo, pode ser controlada com o uso de drogas convencionais, mas para alguns pacientes isso significa tomar diariamente até 10 remédios - muito caros. E, quando o medicamento está funcionando, os pacientes pensam que não precisam mais deles. Até um terço dos hipertensos deixa de tomar o remédio conforme prescrito. Mesmo se os ingerirem como manda o figurino, porém, as drogas não podem prevenir os aumentos na pressão sanguínea que geralmente ocorrem pela manhã.

Uma injeção tomada a cada poucos meses simplificaria muito a vida. Nesse caso, o alvo da vacina não é um vírus ou outro invasor, mas um hormônio, a angiotensina, que ajuda a controlar a espessura das veias. Reduzindo seus níveis, as veias se relaxam e a pressão diminui.

A primeira experiência em humanos, envolvendo 72 pacientes, sugere que a vacina é segura, como reportou no começo do ano uma equipe da Suíça no jornal "The Lancet". As aplicações produziram uma modesta redução na pressão, mas acredita-se que doses maiores e mais freqüentes devem produzir mais anticorpos.

Obesidade no alvo

Enquanto isso, no Instituto de Pesquisa Scripps, sediado na Califórnia (EUA), pesquisadores conduzem estudos em animais, usando um hormônio regulador do apetite, a grelina, na esperança de produzir uma terapia imunológica para a obesidade.

Os efeitos dessas terapias, contudo, não são permanentes. Como a grelina e a angiotensina são muito pequenas para estimularem o sistema imunológico, os níveis de anticorpos cairão lentamente sem injeções de manutenção.

Ambos os projetos provocaram olhares desconfiados. Os hormônios geralmente fazem parte de uma complexa rede de sinalização, e ninguém pode ter certeza do que irá acontecer se as moléculas forem alvo do sistema imunológico.

A angiotensina, por exemplo, também ajuda a regular os níveis de água e sal no corpo. Neutralizar algumas poucas moléculas dela normalmente não causaria um problema. Mas quando um paciente sofre desidratação por diarréia, por exemplo, ele precisa que a angiotensina entre em ação. Se isso não acontecer, os sistemas que conservam o sal e a água podem trabalhar mal, resultando em falência dos rins e até morte.

Esse efeito colateral pode fazer com que pessoas que tomam remédios para pressão interrompam o tratamento. E leva meses para os efeitos de uma vacina desaparecerem. O problema da desidratação deve ser estudado cuidadosamente, e os pesquisadores devem assegurar que os pacientes tenham consciência de que pode haver problemas, afirma Hans Herlitz, do Hospital Universitário Sahlgrenska, na Suécia.

Mesmo assim, a vacina poderia ser útil, diz Herlitz. Seu otimismo cauteloso se junta ao daqueles que estão familiarizados com as vacinas de última geração. Elas não são uma pílula mágica que acabarão instantaneamente com o vício em drogas ou com a obesidade, sem falar na prevenção. Ainda assim, levando em consideração que os tratamentos atuais para essas condições têm um efeito apenas limitado, novas abordagens são essenciais. A segunda revolução das vacinas não irá erradicar doenças que matam. Pode, entretanto, diminuir o número de mortes por problemas que, se não tratados, se tornarão alguns dos maiores assassinos do século 21.

Copyright 2008 "New Scientist". Distribuída por Tribune Media Services

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Notícias
Verde que mata
Stephanie Pain
Revista Galileu

“ As estratégias de caça de algumas das plantas carnívoras mais estranhas do mundo são perturbadoras, muito além do que os botânicos poderiam imaginar ”

Monstruosas comedoras de homens. Devoradoras de donzelas. Flores do mal. Desde que a ciência encontrou as primeiras pistas de que algumas plantas tinham uma queda por carne, surgiram histórias terríveis sobre o que pode estar escondido nas selvas distantes. Muitos leigos engoliram relatórios sobre plantas que comem humanos e flores com sede de sangue, mas naturalistas tiveram dificuldade em aceitar a idéia de que vegetais poderiam ser carnívoros. Nos anos 1770, o naturalista sueco Carl Linnaeus descartou a hipótese como sendo "contra a ordem da natureza". Mesmo um século depois, quando Charles Darwin relatou suas observações sobre plantas que capturavam e devoravam insetos, alguns ainda se recusaram a acreditar. Um botânico achou a noção tão ofensiva que definiu os estudos de Darwin como "lixo científico".

Desde então, biólogos têm se acostumado com a idéia de que algumas plantas comem animais. Mas mesmo eles não podiam imaginar as novas descobertas sobre um grupo de plantas carnívoras, as nepentes, que estão mandando para o ralo algumas crenças antigas. Experimentos cuidadosos, vídeos em alta velocidade e muito trabalho duro nas florestas de Bornéu, na Indonésia, estão revelando que essas plantas são muito mais capciosas e ativas na hora de aniquilar suas presas do que jamais se suspeitou. Existem até indícios de que algumas plantas carnívoras possuem "estratégias de caça" parecidas com as de animais predadores.

Dionéia
Norte-americana, tem rizomas que se enterram em profundidades de até 10 cm, o que faz com que ela sobreviva a incêndios florestais

Dionéia
Como ela mata
Seduzir para assassinar. Essa é a tática da dionéia, que exala um néctar que atrai os insetos. Pêlos táteis funcionam como radar e indicam a proximidade de uma possível presa. Quando isso ocorre, a mandíbula se fecha com força, muita força. Tanto que alguns insetos morrem pelo impacto, e não pela ação dos líquidos segregados pelas glândulas digestivas da planta.

"Plantas carnívoras têm sido estudadas por tanto tempo que seria possível imaginar que tudo já tivesse sido descoberto", afirma Walter Federle, que investiga a biomecânica de insetos na Universidade de Cambridge. "Mas botânicos trabalharam principalmente com espécies herbárias ou plantas em estufas. Estudos conduzidos sob condições naturais estão mostrando um lado totalmente novo sobre o modo como as plantas carnívoras capturam e matam suas presas."

Com suas bocas entreabertas e marcas em vermelho-sangue, as nepentes têm uma aparência apavorante e podem capturar uma grande variedade de bichos, a maioria insetos, mas também aranhas, escorpiões, centopéias, lesmas, sapos e, até mesmo, um rato. Ainda assim, suas armadilhas não são sofisticadas quando comparadas às de outras plantas carnívoras.

A dionéia se fecha sobre insetos desprevenidos em uma fração de segundo, a drosera efetivamente abraça suas vítimas com armadilhas do tipo "papel pega-mosca", enquanto a utricularia ostenta armadilhas de sucção explosiva. Mesmo com toda a sua aparência repugnante, a nepente parece estar equipada apenas com a mais básica das armadilhas, a "cilada" passível. Pelo menos era o que pensavam os botânicos.

A maioria das cerca de cem espécies de nepentes cresce em florestas úmidas do sudeste da Ásia, geralmente em solos pobres ou como epífitas - plantas que vivem sobre outro vegetal, mas sem "roubar" nutrientes. Para complementar sua alimentação, elas capturam e digerem animais em cavidades cheias de fluido. Essas bolsas são folhas altamente modificadas e, apesar de variarem muito em tamanho e forma - de tubos do tamanho de um dedo a enormes jarros de 3 litros -, todas seguem um mesmo padrão. A boca tem as extremidades - ou peristômios - bem pronunciadas, com glândulas que produzem néctar logo abaixo da borda interior, que atrai a presa para a cavidade. Por dentro, as paredes são organizadas por zonas. A zona superior é macia e encerada, enquanto as paredes abaixo da superfície da cavidade com fluido são pontilhadas por glândulas que produzem enzimas digestivas que ajudam a dilacerar os cadáveres das presas afogadas.

Estudos anteriores concluíram que a zona encerada era uma parte crucial do mecanismo de armadilha. Apesar de as patas dos insetos geralmente poderem agarrar na mais lisa das superfícies, aqui eles são derrotados pelos cristais de cera que se soltam quando tocados. Em experimentos feitos em laboratório, nem formigas, nem moscas conseguiram manter as patas sobre a zona encerada. Inapelavelmente caíram dentro do fluido.

A cera também barrou a saída de todas que tentaram escalar para fora novamente. Ainda assim, Federle percebeu que não poderia dar o caso por encerrado. "Insetos freqüentemente caem e passam direto pela extremidade e para dentro do fluido, sem nem mesmo tocar na camada com cera", afirma ele. E mais: algumas espécies de nepentes não têm uma zona encerada, enquanto outras têm algumas cavidades com e outras sem. Mesmo assim, ambas são efetivas na captura de presas.

Na busca por uma explicação, Federle e seu colega Holger Bohn viajaram para as florestas pantanosas de Brunei, a noroeste de Bornéu. O plano era observar o comportamento de diversas espécies de formigas nas nepentes bicalcaratas, um tipo com cavidades sem cera. Frustrantemente, houve pouca coisa para relatar. Como outros pesquisadores constataram anteriormente, é raro testemunhar o exato momento em que a planta captura o inseto. A maioria das formigas que vagou sobre uma cavidade saiu de novo sã e salva. Então Federle e Bohn tiveram uma revelação. Retornando ao seu campo de estudo, logo após uma chuva forte, eles ficaram espantados de ver todas as formigas que pisaram sobre a extremidade da cavidade escorregarem, sem saída, para dentro do fluido abaixo. No interior das cavidades, muitas outras formigas lutavam para boiar, indicando um influxo repentino e recente.

Nepentes
Natural da Ásia, especialmente da Indonésia, esse tipo de planta é encontrado em mais de 70 espécies

Nepentes
Como ela mata
"Cuidado, piso escorregadio." Todo exemplar de nepente deveria vir com esse aviso. Vista de fora, ela parece inofensiva, com seu aspecto de cachimbo com tampa. Mas o néctar produzido pelas suas glândulas e o cheiro de possíveis animais decompostos em seu interior acaba atraindo seres incautos. Recoberta de um líquido pra lá de viscoso, a fenda da planta impossibilita que qualquer coisa pare em pé ali sem escorregar para o interior da urna. Lá há um líquido no qual as presas encontram o pior dos infernos. Segregada pelas glândulas digestivas, a substância dissolve um inseto rapidamente. O prato predileto das nepentes são as formigas, mas elas também degustam aranhas, rãs e até ratos.

A razão era óbvia, mas completamente inesperada. Os peristômios das cavidades estavam particularmente molhados e brilhantes. Isso é raro, pois geralmente eles repelem a água na forma de gotas que rolam para fora. Há algo de diferente na química da superfície do peristômio que o torna altamente absorvente. Quando Federle pingou água sobre um peristômio seco, ele descobriu que ela se espalhava em segundos para formar uma película sobre a superfície.

De volta para casa, em experimentos em laboratório, ele e Bohn descobriram que essa película de água destruiu o apoio de uma formiga, evitando um contato mais próximo entre suas patas e a epiderme da planta. Como pneus de carros em uma estrada molhada, insetos sobre um peristômio molhado aquaplanavam diretamente para a entrada da cavidade. O efeito era tão dramático que Federle ficou espantado por ninguém ter percebido isso antes, mesmo que pesquisadores anteriores tenham, na verdade, colocado a extremidade como parte do mecanismo de armadilha. Não é "escorregadio... Pequenos insetos podem andar livremente sobre ele", um deles escreveu. "O peristômio parece oferecer um apoio seguro para grande parte dos visitantes invertebrados", concluiu outro. Claramente eles não haviam presenciado uma nepente em condições de umidade.

Mais investigações mostraram que o mecanismo do peristômio quando molhado é igualmente importante para as espécies de nepentes que têm paredes interiores enceradas. Na alata, por exemplo, Bohn e Federle descobriram que as paredes enceradas ajudavam a capturar presas quando o peristômio estava seco. Quando estava molhado, entretanto, a maioria das formigas caíam diretamente no fluido, e a taxa de capturas triplicava. "Nós suspeitamos que a aquaplanagem fora do peristômio é a armadilha fundamental. Outras estruturas de armadilha estão ausentes em algumas nepentes, mas a extremidade está presente em todas as espécies", diz Federle.

A tática de deslizamento da cavidade não é a única que foi revelada recentemente. Na França, a ecologista Laurence Gaume, da Universidade de Montpellier, e o físico Yoël Forterre, da Universidade de Provence, descobriram outro mecanismo inesperado e que se apóia nas propriedades peculiares do fluido da cavidade. Como Federle, Gaume estava intrigada pelo fato de as cavidades sem paredes enceradas serem bem-sucedidas na captura de insetos. Ela também havia estado em Brunei para estudar as cavidades, dessa vez da nepentes rafflesiana, uma espécie comum com um amplo espectro de presas. Gaume percebeu que o fluido da cavidade era viscoso e que filamentos fibrosos se formavam quando ela o esfregava entre os dedos. Ela também percebeu que insetos que caíam dentro desse fluido descobriam que era impossível sair dele. Em vez de repelir o fluido, eles logo ficavam molhados e afundavam. Gaume suspeitou então que o fluido possuía propriedades inusitadas que auxiliavam na captura e retenção da presa.

De volta à França, Gaume se juntou a Forterre para investigar. Eles rejeitaram qualquer tipo de ataque químico rápido: no laboratório, os insetos saíram do fluido, se secaram e seguiram seu caminho. A tensão da superfície também não entrou na conta: os insetos afundariam mais rapidamente se o fluido tivesse uma baixa tensão na superfície. Uma terceira possibilidade era o fluido ser composto por tensoativos, o que ajudaria a molhar os insetos. Os pesquisadores descartaram isso também quando descobriram que apenas insetos em movimento ficavam molhados e se afogavam. Se insetos imobilizados fossem atirados no fluido, eles permaneciam secos. Isso sugeria que quaisquer que fossem as forças, elas eram iniciadas pelos insetos.

Imagens em alta velocidade confirmaram que algo estranho acontecia. Jogadas dentro de um tubo de ensaio com água, moscas voaram para fora em segundos, e as formigas nadaram para as laterais e subiram. Ainda assim, quando jogadas em tubos com o fluido, nenhum inseto escapou.

"Primeiro eles lutavam", diz Gaume. "Logo começaram a ficar cobertos pelo fluido e impossibilitados de mover asas ou levantar patas." Em um momento especial da filmagem um filamento pegajoso visivelmente reprimiu a perna de uma mosca. Também ficou evidente que, quanto mais um inseto lutava, mais rápido era pego, como se estivesse preso em areia movediça.

Drosera
Só não há esse gênero de planta na Antártida. Seu nome vem do grego e significa "coberta de orvalho"

Dionéia
Como ela mata
Aqui, a armadilha é similar à do papel pega-mosca. O inusitado é o sistema de atração. Aos olhos dos insetos, essas gotículas que brilham ao sol parecem um refrescante orvalho. Só percebem o truque quando já estão atolados até a alma nessa gosma grudenta. Tentar fugir só piora a situação, pois os movimentos do inseto estimulam a planta a lançar novos tentáculos sobre o bicho, que termina seus dias completamente envolvido pelo muco transparente que sai da drosera. Depois de "embalado", o inseto é conduzido até o centro da planta, onde ficam as glândulas que segregam o líquido digestivo que vai fazer com o bicho a mesma mágica que o café com leite opera em bolacha maria.

Forterre percebeu que o comportamento do fluido era típico de líquidos complexos que contêm longas cadeias de polímeros, conhecidos como fluidos viscoelásticos. Qualquer movimento a partir do fluido deforma os polímeros, alongando-os como se fossem pequenas molas e gerando neles forças elásticas. Se o movimento cessar, os polímeros podem relaxar: "Se o movimento é lento, as forças elásticas têm tempo para relaxar, mas, se for mais rápido do que o tempo de relaxamento, elas podem alcançar valores enormes", afirma Forterre.

Suas medições mostraram que insetos que caem dentro do fluido movem seus membros tão rapidamente que as forças elásticas continuam crescendo. "Parece que estão nadando em geléia", diz Gaume. Para tornar as coisas ainda piores, enquanto a vítima tenta colocar um membro para fora do líquido, traz junto uma trilha de fluido que, em vez de se dispersar em gotas, estica, criando um filamento elástico. "Os filamentos são como cordas elásticas, que são difíceis de serem rompidas pelos insetos", diz Forterre.

Para as plantas que crescem em hábitats chuvosos, uma armadilha baseada em fluido elástico tem uma outra vantagem: continua funcionando mesmo quando muito diluído. Nesse caso, é eficiente mesmo com apenas 5% de sua concentração original. "Você precisa de apenas uma baixa concentração de polímeros para obter um efeito elástico", afirma Forterre.

Os pesquisadores estão agora investigando a química do fluido e suspeitam que ele possui polissacarídeos, assim como a goma de outras plantas viscoelásticas. Também querem saber qual a incidência dos fluidos em plantas carnívoras. "Temos informação preliminar que sugere que muitas espécies de nepentes podem usar uma armadilha elástica", diz Gaume. "É uma característica oculta. Pode ser mais comum do que imaginamos."

Para Federle, essas descobertas indicam que pode haver plantas carnívoras com outros meios de matar presas que ainda não foram descobertos: "Nós achamos que o peristômio úmido é provavelmente universal, mas há uma série de mecanismos para a retenção de presas". Para Gaume e Forterre, as descobertas aumentam a possibilidade intrigante de as cavidades não serem armadilhas tão passíveis como todos pensam. "As nepentes podem não mostrar um movimento tão dramático como o de outras plantas, mas o mecanismo de armadilha também é baseado em forças elásticas ativadas pelo movimento de um inseto", conta Gaume.

Utricularia
Encontrada nos cinco continentes, essa planta é das mais variadas, com alturas que podem atingir de 10 cm a 1 m.

Utricularia
Como ela mata
Não se deixe enganar pela aparência singela. Essa planta é uma assassina eficiente e rápida. De suas bolhas ovais saem pêlos sensíveis ao toque. Coitado do inseto que tocar num deles. Com seu interior a vácuo, a utricularia abre a bolha e aspira brutalmente o condenado para o seu interior. Depois, mais calminha, a planta passa horas digerindo a presa. Em um ou dois dias, a armadilha está pronta para ser utilizada novamente.

Os últimos estudos de Federle deram peso a essa idéia. Em 2005 e 2006, ele retornou a Brunei com Bohn e seu colega Ulrike Bauer e colocou sensores nos peristômios de exemplares de nepentes rafflesiana. Monitoramento dia e noite revelou que havia um ciclo diurno distinto de umidade, tivesse chovido ou não. Na maior parte do dia, as cavidades tinham as extremidades secas e não capturavam nada, mas, no começo da noite até logo cedo de manhã, elas ficavam molhadas e eficazes nas armadilhas.

A dramática mudança diária de umidade não era um simples resultado da condensação da água quando a noite esfriava. O time também observou um aumento na quantidade de néctar à noite, e seus experimentos mostraram que esse néctar é higroscópico, ou seja, absorve umidade do ar. Essas descobertas deixaram Federle confuso. Por que uma planta carnívora teria desenvolvido um mecanismo para armadilhas que funciona apenas intermitentemente? Ele acha que esse aparente defeito pode ser parte de uma estratégia para aumentar o número de insetos capturados.

Botânicos acreditavam que plantas carnívoras estavam sempre com as armadilhas prontas. Federle mostrou que esse não é o caso da nepente. O momento de a armadilha ser acionada varia não apenas entre o dia e a noite, mas também de acordo com o clima, quando as plantas crescem e o néctar é segregado. Federle diz que essa improbabilidade pode não ter evoluído pela mesma razão que animais predatórios caçam apenas intermitentemente, para tornarem mais difícil para suas presas desenvolver recursos e evitar a captura. "A improbabilidade é importante para as nepentes", diz Federle. "Formigas visitantes podem pisar sobre uma extremidade inofensiva ou escorregadia. Elas só não podem saber a situação antes de pisarem."

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